Febre amarela: perguntas e respostas

Os Estados de Minas já acumula mais de 150 casos suspeitos de febre amarela desde o início do ano. Desses, sendo que 37 são considerados como “prováveis” por terem tido exame laboratorial reagente para a febre amarela. A confirmação final depende de investigação epidemiológica, históricos de vacinação e deslocamentos desses pacientes.

Nesta semana, foi a vez do governo do Espírito Santo registrar suas primeiras notificações por conta da doença. Os casos suspeitos aconteceram nas cidades de São Roque do Canaã e Conceição do Castelo. As amostras estão sendo analisadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, e deverão ficar prontas em 20 dias.

1. O que é a febre amarela?

Uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos infectados; não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

2. Só existe um tipo?

Existem dois: silvestre e urbano. O silvestre ocorre em áreas rurais e de mata por meio de um ciclo que envolve macacos e mosquitos como o Haemagogus e o Sabethes – o homem é um hospedeiro acidental. Já no urbano, que não é registrado desde 1942 no Brasil, o homem é o único hospedeiro e a transmissão ocorre pelo Aedes aegypti.

3. Quais são os sintomas?

Na fase inicial, de três a cinco dias, o paciente tem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, perda de apetite, náuseas e vômitos. Já nas formas graves, podem ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele), hemorragias e insuficiência renal. Esses três fatores, somados, podem levar à morte.

4. Qual é o ciclo da doença?

O período de incubação varia entre 3 e 6 dias, em média, e o vírus fica no corpo humano por no máximo 7 dias (os sintomas só aparecem de 1 a 2 dias depois).

5. Como me prevenir?

A vacina é a principal forma de prevenção e controle.

6. A vacina é 100% eficiente? É segura?

A eficácia chega a 90% e ela é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados.

7. Ela dura quanto tempo?

Dez anos. Depois disso, uma segunda dose garante a imunização para o resto da vida. Para áreas epidêmicas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose (o contato com a doença cria anticorpos). A vacina começa a ser efetiva após dez dias da aplicação.

8. Quem deve se vacinar?

Pessoas que moram ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro das áreas de risco – quase toda a área do Brasil afastada do litoral é considerada de risco pelo Ministério da Saúde.

9. A partir de quando um bebê pode se vacinar?

Quando a criança reside em áreas de risco, a partir dos seis meses de idade. Fora dessas situações, a partir dos nove meses.

10. Quem não pode tomar a vacina?

Gestantes, bebês com menos de seis meses, alérgicos a ovo e seus derivados e imunodeprimidos por doenças como câncer e Aids ou por tratamentos (como radioterapia). Pessoas com doenças autoimunes (como lúpus e artrite reumatoide) devem ser avaliadas caso a caso.

Foto: Shutterstock

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