Estudo confirma eficácia e segurança das estatinas

Desde que o tratamento foi lançado, há três décadas, dezenas de milhões de pessoas no mundo com colesterol alto – mas sem ter necessariamente problemas cardíacos preexistentes – tomam estatinas de modo regular. Trata-se de um dos medicamentos mais vendidos pela indústria farmacêutica.

Nos últimos anos, porém, apareceram vozes acadêmicas discordantes. Publicado pela revista médica britânica The Lancet, o estudo se propôs a resolver esse debate, concluindo que os benefícios das estatinas são subestimados e que seus efeitos adversos são exagerados.

Concretamente, cada redução de 2 mmol/l da taxa de colesterol graças a estatinas administradas durante ao menos cinco anos a 10.000 pacientes evita acidentes cardiovasculares em cerca de 1.000 pessoas (10%) que tiveram episódios cardíacos anteriores (infartos) e a cerca de 500 que apresentam apenas fatores de risco (fumantes, sedentários, histórico familiar, etc.).

Já os efeitos colaterais de miopatias com dores e fraqueza muscular apareceram somente em um caso entre 10.000 pacientes que tomam 40 mg de atorvastatina por dia. O risco de diabetes ocorreu em entre 10 e 20 casos.

O estudo oferece ainda respostas a dúvidas sobre outros efeitos colaterais, alimentadas pelos mitos relacionados às estatinas, entre os quais está a disfunção erétil para os homens.

A pesquisa é categórica ao concluir que essas associações – entre as quais também estão perda de memória, catarata, problemas renais, ou hepáticos, transtorno do sono, agressividade e comportamento suicida – não foram sustentadas pelos estudos de observação, que “não refletiram um efeito causal com a terapia com estatinas”.

Foto: Shutterstock

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