DNA do Brasil colocará o Brasil no mapa da genômica mundial

Apoiado pela empresa de medicina diagnóstica, Dasa, o projeto genético DNA do Brasil mapeará o DNA de 15 mil brasileiros para a formação de um banco de dados, que poderá ser usado na medicina preventiva, atuando antes da doença aparecer. Assim, sendo um importante passo para o futuro da saúde.

“Hoje a genética já é usada na oncogenética, na avaliação do perfil tumoral de pacientes portadores de câncer para direcionar a melhor terapêutica, na identificação de cânceres hereditários, na avaliação prognóstica e na recorrência, bem como em técnicas não invasivas como a biopsia líquida; e na genética médica, auxiliando no diagnóstico de doenças raras, na neutogenética e cardiogenética, na farmacogenética e em testes pré-implantacionais”, diz o diretor médico da Dasa, Dr. Gustavo Campana.

Contudo, com o novo projeto o Brasil será inserido no mapa da genômica mundial, abrindo caminhos para diversas evoluções na saúde.

“O genoma é o conjunto do DNA, é a receita de um ser vivo, e o 0,1% do nosso genoma é responsável pelas nossas características individuais, como nossa aparência, como reagimos a medicamentos ou como cicatrizamos um corte, por exemplo. Então o grande desafio da genética é entender quais variações estão relacionadas à quais características”, afirma a professora da Universidade de São Paulo (USP), que lidera o projeto DNA do Brasil, Lygia da Veiga Pereira.

Desse modo, o projeto gera oportunidades na saúde, aumenta a possibilidade do desenvolvimento de novas terapias, além de ajudar a prever e prevenir doenças com um custo menor.

Papel da genômica na saúde da população

“Com o projeto DNA do Brasil iniciamos uma nova jornada que aproxima a academia, o Ministério da saúde e o setor privado. O Ministério vê isso como um mapa para formular uma nova política da saúde, porque conhecendo a diversidade ética da nossa população podemos elaborar estratégias de prevenção”, declarou o secretário da ciência, tecnologia e insumos estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.

O Dr. Campana afirma que no futuro é esperado que a genômica possibilite a utilização de mais biomarcadores para a terapêutica alvo, individualizando os tratamentos e traçando um perfil molecular das doenças. Assim, melhorando o desfecho químico com a medicina de precisão. “Conhecendo a arquitetura genômica das doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, nós poderemos agir de maneira mais precoce”, complementa.

Desse modo, sendo uma grande oportunidade para a indústria farmacêutica desenvolver novos medicamentos.

“Nós planejamos sequenciar o genoma de 15 mil brasileiros e disponibilizar os dados em bancos públicos, para podermos entender o impacto de variantes genéticas em diferentes características da população brasileira, como os genes associados a doenças e os genes associados a características morfológicas; além de entender a evolução da população brasileira, com os componentes ameríndios e africanos”, afirma a Lygia.

Os dados do projeto estarão disponíveis em uma nuvem, garantindo a segurança e privacidade das pessoas através da anonimização dos dados.

Atualmente, existe uma falta de diversidade nos testes genômicos, causando uma desigualdade e muita falta de informação. Contudo, a expectativa é que com o projeto DNA do Brasil, três mil genomas brasileiros já sejam sequenciados ainda no primeiro trimestre de 2020.

Foto e fonte: Guia da Farmácia

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