Diabetes infanto-juvenil

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo são portadoras de diabetes, sendo que, no Brasil, 10 milhões de habitantes convivem com a doença. Destes, cerca de 10% são crianças e adolescentes. 

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à OMS, o Diabetes mellitus (DM) tipo 1 cresce cerca de 3% ao ano em crianças na fase pré-escolar. Já o segundo tipo da doença (tipo 2), tido no passado como uma doença de adultos, atualmente cresce de maneira alarmante em crianças e adolescentes, por conta do aumento do sedentarismo, da obesidade e de maus hábitos de consumo alimentar. 

Os riscos para os pacientes portadores de diabetes na primeira infância, também o são para os demais períodos da infância – segunda e terceira – e adolescentes, haja vista que o tipo predominante de diabetes nesses pacientes é o tipo 1, qual seja aquele que requer o uso de insulina para seu tratamento. 

“Nesses casos, a maior causa é autoimune, ou seja, ocorre uma destruição imuno-mediada das células beta pancreáticas, produtoras de insulina. Já no tipo 2, o paciente tem, geralmente, pelo menos um parente em primeiro grau com a doença e, como característica, são basicamente obesos e sedentários”, explica o diretor-presidente do Instituto da Criança com Diabetes, Balduíno Tschiedel. 

As consequências do diabetes, chamadas de complicações crônicas, são inúmeras, já que o diabetes é a maior causa de cegueira dos 20 aos 70 anos; a maior causa de insuficiência renal, levando à hemodiálise e transplante renal; e a maior causa de amputação não traumática de membros inferiores, ou seja, aquela amputação não relacionada à violência.

Além disso, existem as complicações agudas, que levam muitas vezes à internação, que são as hipoglicemias graves, com perda de consciência e convulsões, e a cetoacidose diabética, que é a hiperglicemia severa levando a um quadro de desidratação e acidose, quadro esse que necessita de hospitalização em CTI.

Foto: Shutterstock / Fonte: Guia da Farmácia #227 

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