Dia Nacional dos Medicamentos Genéricos

O momento vivido atualmente pelo mercado brasileiro de genéricos pode ser considerado contraditório. Ao mesmo tempo em que a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) anunciou que a categoria teve um desempenho acima da média do mercado farmacêutico, os números apontam o pior índice de crescimento nos últimos três anos.

Em 2015, as vendas de genéricos somaram R$ 5,9 bilhões – alta de 11,75% frente a 2014. Embora se trate de um montante expressivo, entre 2013 e 2014 o crescimento foi maior – 14,88%. Um desafio no caminho dos produtores de genéricos é aumentar o market share da categoria, que atingiu a fatia de 28,88% em unidades ao final de 2015. O percentual indica um avanço de menos de 2% na participação de mercado em volume. As vendas acima da média do mercado permitem que os executivos do setor considerem os genéricos os grandes responsáveis por impulsionar o desenvolvimento do mercado farmacêutico nos dias atuais. “Além de ser o segmento que mais cresce na indústria farmacêutica, há 17 anos, desde que chegou ao varejo, os genéricos hoje representam parte significativa do faturamento das maiores farmacêuticas instaladas no País”, destaca a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles.

Para a executiva, a categoria hoje funciona como um termômetro do setor, tamanha a representatividade alcançada. “Se os genéricos passam a crescer em um ritmo menor ou decrescer, como foi o resultado do último mês de fevereiro, que apresentou retração de 0,4% em relação a janeiro, as indústrias ficam preocupadas, pois esse cenário pode indicar problemas para a evolução de seus negócios.”

Opção econômica

A crise econômica pode não ser de todo o mal para o setor de genéricos. Em função do cenário econômico pouco favorável, com aumento das taxas de desemprego e inflação de dois dígitos, os genéricos tornam-se a alternativa mais viável para o bolso enxuto dos consumidores por conta do preço mais acessível. A consolidação dos genéricos como medicamentos de qualidade, a despeito da desconfiança inicial, foi fundamental para que a categoria se desenvolvesse no Brasil e fizesse com que cada vez mais consumidores optassem pela escolha do produto nas farmácias. Sobretudo em períodos de crise econômica, como o atual, em que o fator preço faz toda diferença na composição do orçamento das famílias.

Fonte: Suplemento Especial Genéricos 2016 – Texto: Flávia Corbó Foto: Shutterstock



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