Convivendo com câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é o terceiro mais comum em mulheres brasileiras e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), serão 16.340 novos casos em 2016. Apesar da alta incidência, há pouca informação sobre sintomas e sinais gerando um diagnóstico tardio. Ao ser diagnosticada, a mulher que está no estágio avançado da doença, passa a ter como meta o aumento da longevidade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil, em 2015, a nova indicação de bevacizumabe. Trata-se do primeiro medicamento biológico que aumentou a sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença. Para o diretor geral do Hospital do Câncer (HC II), do Inca, Dr. Paulo Mora, o esquema com bevacizumabe é uma opção relevante para as pacientes com câncer de colo do útero avançado, um cenário onde há escassez de opções terapêuticas.

A doença atinge mulheres jovens brasileiras e dados do Globocan mostram que a mortalidade no Brasil é quase duas vezes maior do que em países desenvolvidos. A oncologista e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Dra. Angélica Nogueira, reforça que esta é a primeira vez após quase dez anos que uma terapia-alvo mostrou benefício em sobrevida global em câncer de colo do útero abrindo novas perspectivas para pacientes em sua maioria jovens e com possibilidades terapêuticas muito restritas.

Fonte: Inca Foto: Shutterstock




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