Anote seis tendências de varejo na América Latina

Para ajudar a traçar o caminho do varejo nos próximo anos, a Nielsen – empresa especializada em estudar o comportamento de consumidores – compilou as tendências mais importantes do universo varejista na região latino-americana. As expectativas mais relevantes foram divididas em seis blocos:

1. Shopper Marketing: é vital entender o shopper e compreender que todos são diferentes. Hoje em dia, é preciso considerar a geração a qual pertencem os shoppers para definir as diferentes estratégias. A geração com maior crescimento é a dos Boomers (50-64 anos), mas são os Millennials (Geração Y) que detém o maior poder econômico e que ditam as regras em termos de consumo global. Estima-se que, no ano de 2018, representarão a metade do consumo global e, até 2025, já sejam 75% da força mundial.


2. Fidelização do Shopper: os programas de fidelidade ganharam força aos poucos e, hoje, tornaram-se um aspecto crucial no momento de ganhar um shopper. Mais de 80% dos shoppers latinoamericanos asseguram que, provavelmente, escolheriam um varejista que lhes oferecesse um programa de fidelidade. Entretanto, quando falamos da América Latina, apenas 46% dos varejistas oferecem algum programa deste para seus clientes.


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3. Mix de Formatos: na América Latina, o mix de formatos se evidencia em todos os países da região. Porém, as estruturas mudam e há pontos fortes e diferenciais interessantes, mas todos influenciados pela conveniência e comodidade

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4. E-commerce: o comércio eletrônico cresce mundialmente a uma taxa de 23%. O mercado que mais ascendeu no e-commerce, no último ano, foi a Ásia – Pacífico, seguida pela América Latina, que cresce a taxas de 21,5%, sendo o Brasil o país que mais impulsiona o crescimento.

Entre os compradores globais, 9% usam cupons virtuais e baixam os aplicativos dos varejistas para receberem informações e/ou promoções. Na América Latina, a média é de 10%, mas com possibilidades de crescer até 64%, de acordo com o Estudo Global de e-commerce da Nielsen.

5. Marcas Próprias: o desenvolvimento das marcas próprias nos países desenvolvidos é bastante alto e está focado, essencialmente, em um portfólio amplo de produtos e diversas faixas de preços. A marca própria representa, em nível global, 16,5% das vendas, de acordo com o Reporte Global Nielsen.

Na América Latina, a líder em vendas é a Colômbia, com 15%, embora se tenha constatado crescimento em todos os países medidos pela Nielsen neste estudo, inclusive o Brasil. A economia continua a ser o principal fator na escolha de uma marca própria, especialmente quando as famílias buscam reduzir seus custos (44% tem esta preferência).

6. Saudáveis: 51% dos entrevistados no Estudo Nielsen sobre Saúde e Bem-Estar consideram que estão acima do peso e 70% dos mesmos estão realizando algum tipo de dieta ou exercício físico para diminuí-lo. Esta é uma das razões pela qual a cesta de Saudáveis, ou Alimentos e Bebidas que têm benefícios funcionais ou representam um consumo mais light, cresce cada dia mais regionalmente.

Foto: Shutterstock



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